Autista e ator: Um pouquinho da vida de Anthony Hopkins

Nunca é tarde para receber um diagnóstico.

O aclamado ator Anthony Hopkins, conhecido principalmente pela sua atuação como Hannibal Lecter no filme “O silêncio dos inocentes”, comentou em três entrevistas dadas a Franz Lidz em 2002, Bruce Fessier em janeiro de 2017 e Louise Gannon em junho de 2017, que foi diagnosticado autista na terceira idade.

Aqui esta um trecho. A fonte do site que publicou a reportagem em ingles é essa: http://www.psychologymatters.asia/article/412/anthony-hopkins-and-the-suffering-caused–by-unrecognized-aspergers-condition.html

❇️OBS: Eu não sei inglês, então se a tradução não está correta a culpa é do Google..

“Bem, eu fui diagnosticado com a Asperger. Muitas pessoas com Asperger são altamente funcionais, mas inconsistentes. Eles têm tiques nervosos, hábitos nervosos, pensamento inconsistentemente obsessivo.

Fessier então perguntou: Você percebeu desde cedo que seu cérebro funcionava de maneira mais propícia à atuação e à arte do que talvez aos negócios?

Hopkins respondeu: “Sim, acho que sim. Eu nem sabia que Asperger existia. Mas, me tornei um ator com uma abordagem bastante trabalhadora. Meu pai era padeiro. Mas, eu nunca tinha certeza do que diabos eu era. Isso levou a anos de profunda insegurança e curiosidade. Eu nunca consegui me estabelecer em lugar algum. Fiquei perturbado e causou problemas, principalmente nos primeiros anos. Amadureci um pouco, por isso estou em muito mais paz comigo mesmo. “

Lousie Gannon escreveu em seu artigo: Ele é, diz ele mesmo, “muito solitário. … eu não vou a festas, não tenho muitos amigos …”

Gannon então perguntou a Hopkins se ele acha que Asperger o ajudou como ator. Ele acena com a cabeça. “Definitivamente, olho as pessoas de maneira diferente . Gosto de desconstruir, separar um personagem, descobrir o que as faz funcionar e minha opinião não será a mesma que todos os outros”.

Reconhecido por sua capacidade de lembrar frases, Hopkins mantém sua memória flexível aprendendo coisas de cor como poesia e Shakespeare. No Amistad de Steven Spielberg, Hopkins surpreendeu a tripulação com a memorização de um discurso de sete páginas no tribunal, fazendo-o de uma só vez.”

Diagnóstico não é rótulo, ele liberta. É muito importante que saibamos quem somos.

Publicado por carolsouzaautistando

Olá. Meu nome é Caroline, tenho 25 anos e sou autista. Terminei a graduação em pedagogia em outubro desse ano e pretendo fazer especializações em Psicopedagogia e Educação Especial. Adoro escrever sobre autismo, assistir a série The Big Bang Theory, pesquisar sobre dinossauros e desenhar. Tive diagnóstico tardio, as 23 anos, por isso sei como é difícil enfrentar o descaso e falta de capacitação de diversos profissionais da saúde durante uma vida toda. Em um mundo onde há um imenso número de autistas e poucas informações corretas acerca do assunto, se torna extremamente importante que cada um faça sua parte para mudar essa realidade. Atualmente, muitos autistas tem dado sua contribuição se expressando de várias maneiras. Espero profundamente que todos sejamos ouvidos e aceitos. O propósito desse blog é justamente esse, contribuir para a compreensão do espectro, compartilhando informações e vivências. Espero que os conteúdos auxiliem de alguma forma na vida de cada um.

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